Monitoramento para Transplante

Para os pacientes que serão submetidos ou que já realizaram um transplante de células-tronco ou de órgãos sólidos é fundamental que sejam realizados alguns exames para o monitoramento de infecções virais oportunistas. Os vírus da família Herpesviridae e o da família BKV são os principais responsáveis por infecções ou casos de reativação viral que comprometem o sucesso do transplante, dessa forma, um monitoramento que permita uma quantificação viral dos índices mínimos de infecção desses patógenos é crucial para uma boa resposta nos transplantes.

 

Importância do diagnóstico molecular

Apenas com o diagnóstico molecular é possível mensurar índices mínimos de infecção ativa pelos vírus oportunistas, mesmo na ausência de sinais e sintomas clínicos. A metodologia da Reação em Cadeia da Polimerase real time (qPCR) fornece resultados quantitativos precisos da carga viral, permitindo uma orientação rápida para a profilaxia de imunossuprimidos, monitoramento e tratamento dos infectados.

Família Herpesviridae

Os herpesvírus humano, são vírus que possem DNA como material genético e pertencem à família Herpesviridae. Esta família é composta por 8 tipos virais: Herpes tipo 01 e 02, Herpes-zoster, Epstein-Barr, Citomegalovírus, herpes tipos 06 e 08. A infecção pela maioria desses vírus ocorre ainda na primeira infância. Eles são latentes, portanto, uma vez ocorrida a primo-infeção permanecem no organismo do indivíduo afetado por toda a sua vida e em alguns casos pode haver a reativação viral. Isso ocorre principalmente em imunossuprimidos. 

Vírus BK (BKV)

O Vírus BK pertence à família Polyomaviridae. Ele possui genoma circular de dupla fita e está presente em aproximadamente 90% da população. Suspeita-se que a contaminação por este tipo viral ocorra por via respiratória ou oral. 

Imunocomprometidos

Em pessoas saudáveis a infecção pelos herpes vírus e BKV não costumam representar grandes problemas. Mas em gestantes, neonatos, idosos, imunossuprimidos, pessoas em tratamento quimioterápico e transplantados, a primo-infecção ou reativação viral pode causar problemas em diversos órgãos e atingir o sistema nervoso central. Em alguns casos, deixam sequelas neurológicas graves e podem levar à morte. 

Transplantados

Nos pacientes transplantados, esses vírus são responsáveis por alta morbidade e mortalidade. A reativação viral, além de causar infecções sistêmicas importantes, leva também à rejeição e perda do enxerto pela sua alta relação com o desenvolvimento da Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro (DECH).

Segundo a Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea, em caso de tratamento que resulte na depleção do sistema imune com redução de linfócitos, as estratégias para o monitoramento e tratamento de infecções oportunísticas são mandatórias. Por isso o diagnóstico molecular é imprescindível.

Patógenos identificados

O que pode causar em imunossuprimidos?

Herpes 1 e 2 (HSV1 e (HSV2)
Infecções vicerais variadas e infecção disseminada, além das demais infecções características.
Varicela-Zoster (VZV)

Herpes Zoster e encefalite. Em 68% dos casos, nos pacientes transplantados ocorrem as neuralgias pós-herpéticas e as neuropatias periféricas.

Epstein-Barr (EBV)

Complicações em vários sistemas. Linfoma de Burkitt, linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin e carcinoma nasofaríngeo. Maior risco de desordem linfoproliferativa pós-transplante.

Citomegalovírus (CMV)

Principal causa de morbidade e mortalidade em transplantados devido à doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH).

Vírus herpes tipo 6 (HSV6)

Rash cutâneo, exantema e supressão medular.

Vírus herpes tipo 8 (HSV8) HSV8

Sarcoma de Kaposi, doença de Castleman multicêntrica, mieloma e linfomas principalmente em pacientes com AIDS.

Vírus BK (BKV)
Estenose ureteral e nefropatia que podem resultar em perda do enxerto. Em receptores de pulmão, fígado, coração e pâncreas ocorre a nefropatia associada ao BKV. Para receptores de medula óssea, há cistite hemorrágica por BKV.

Com o laboratório ID8 é possível realizar a identificação de todos os patógenos citados acima com rapidez e precisão. Conheça nossas soluções:

Exames

  • Citomegalovírus (CMV) -Quantificação
  • Vírus Epstein-Barr (EBV) -Quantificação
  • Poliomavírus BK (BKV) -Quantificação
  • Vírus Herpes Humano Tipo 6 (HHV6) – Quantificação
  • Herpesvírus Simplex Tipo 1 (HSV1) -Quantificação
  • Herpesvírus Simplex Tipo 2 (HSV2) -Quantificação

Amostras

  • Sangue, Plasma e Fluído amniótico
  • Sangue total e Plasma
  • Plasma e urina
  • Plasma e sangue total humano
  • Sangue total, plasma, líquido cefalorraquidiano (LCR), urina e swab genital
  • Sangue total, plasma, líquido cefalorraquidiano (LCR), urina e swab genital